Vidência:
Visitamos cavernas que funcionam como prisão. Parecem estar no astral inferior. As celas são de pedra, com portões de ferro, fechados por chaves, que são guardadas por um Trabalhador da Luz cuja aparência é de um pequeno ogro.
1º Caso: Médium preguiçoso
O anão nos levou em uma cela, onde vivia um ser humano com aparência deformada. Seu corpo era uma "massa disforme derramada" sobre a pedra fria da caverna. Ele parecia uma lesma gigante, mas, sem os contornos simétricos que a lesma possui. Seus olhos transmitiam um sofrimento inexplicável. Uma vez ao dia o anão entra na cela para alimentá-lo com folhas.
2º Caso: Médium vaidoso
Depois levou-me a outra sala, cujo ser trazia aparência também disforme. Suas feições pareciam ter sido derretidas em algum incêndio, para logo em seguida serem resfriadas. Essa cela era cheia de espelhos, o que fazia aquela criatura sofrer muito ao ver a todo instante, sua imagem deformada, refletida pelos espelhos.
M - Perguntei, o porquê dos irmãos terem colocado aqueles espelhos ali, já que estavam impingindo tamanho sofrimento num ser, já em situação tão dolorosa.
G - O guardião do lugar explicou-me que os espelhos eram criação da mente dele, e que os Irmãos Superiores promoviam limpeza periódica no local, recolhendo-os; mas, ele novamente os criava com a força de sua mente desequilibrada.
3º Caso: Médium raivoso
Passamos para uma terceira cela onde vi outra criatura de aparência horrorosa, deformada. Permanecemos apenas na entrada da cela, pois o caráter violento da criatura tornava perigos a nossa aproximação. Ele vociferava e rugia como um animal. Seu corpo também deformado trazia a pele muito esticada em alguns lugares e em outros apresentava bolsas de pele penduradas. Saímos daquele lugar. Em seguida um Instrutor deu-me a seguinte explicação:
G - "Irmãos, a Paz do Mestre esteja convosco!
Vossa conversa decorre das inúmeras advertências que todos vêm recebendo acerca da importância do momento presente. Para aqueles, que além dos compromissos cármicos de seu círculo familiar imediato, acumularam também, compromissos com uma coletividade maior, assumindo a tarefa mediúnica como meio de quitação dos inúmeros débitos contraídos ao longo das encarnações e do desprezo em pagar suas dividas.
Sobre o primeiro caso: O primeiro ser que vimos foi o tipo de médium preguiçoso, pachorrento, cujo motivo do não cumprimento da tarefa decorreu da indolência e da total ausência de força de vontade para realizá-la.
Seu corpo perdeu a forma, derretido pela atividade mental desequilibrada. Hoje, plenamente consciente de sua situação e das razoes que o levaram a tal condição, sofre imensamente. Apesar de nossas tentativas, infelizmente, tudo indica que não conseguirá romper a lâmina de sofrimento da auto piedade a que se entregou, tendo que ser deportado para outro Mundo, onde recomeçará sua queima de carma. Primeiramente, na reconstrução do corpo (carma mais recente) e depois, aqueles débitos contraídos anteriormente e que não foram cumpridos, ficando pelos caminhos.
No segundo caso: A limitação que levou à queda foi a vaidade excessiva, no desempenho mediúnico. A vaidade sem limites comandava a alma daquele irmão, selecionando as tarefas a realizar, não aceitando a aproximação de qualquer espírito feio ou deformado, e também não recebia mensagens de teor assustador ou que comprometessem sua imagem. Sua vaidade criou para a vida pós túmulo, um corpo espiritual deformado, horrendo, imagem dos seus piores medos, inspirada na vaidade infantil e tola.
Os espelhos são criações de sua mente condicionada ao narcisismo extremo, acarretando agora enorme dor, pois vê refletida sua verdadeira imagem, sem poder afastar-se da triste e dura realidade.
Também esse irmão encontrará muitas dificuldades para libertar-se dos obstáculos criados por ele e reintegrar-se às fileiras dos Trabalhadores de Jesus.
No terceiro caso, temos o médium rebelde e voluntarioso. Aquele cujas energias abundantes são empregadas sem nenhum critério, no desenvolvimento de práticas, em desacordo com a mediunidade séria.
De natureza super excitada, esse espírito traz no corpo astral as deformidades decorrentes da má distribuição das energias recebidas e que ao invés de restaurarem a saúde psíquica deflagraram processos de obstrução do circuito energético inflando de linfa espiritual alguns membros, enquanto outros foram atrofiados por falta de circulação.
Também esse tipo de comprometimento torna muito difícil a recuperação desses irmãos, pois de sua vontade mal trabalhada, deverá partir os pensamentos sadios, necessários ao reequilíbrio da distribuição de forças nos canais energéticos do seu corpo astral.
M - Que lugar é esse, meu irmão, onde fomos?
G - É um conjunto de cavernas localizado no fundo de um vale, situado no astral inferior da Terra, conhecido como vale dos incautos.
M - Não há conforto nenhum, as instalações são de pedra e o local é frio e úmido!
G - Esses irmãos já gozaram do conforto em vida, enquanto os espíritos carentes, que necessitavam de seu auxilio sofriam horas a fio no desconforto das regiões abismais as quais foram atraídas. Hoje, desfrutam daquilo que fizeram por merecer. Se nada têm é porque nada semearam para colher e o pouco que ainda recebem de cuidados, orações, alimentos e proteção é obra da compaixão do Cristo.
Aos médiuns, recomendamos revisão profunda de valores, reflexão séria dos compromissos assumidos e mudança urgente daquilo que a revisão e a reflexão indicarem serem deficiências passíveis de transformação.
O futuro de todos eles será decorrência da forma como conduzirem seu presente.
Duk
Guardião das cavernas no astral inferior
GESH - 30/08/2008 - Vitória, ES - Brasil