Que a paz do Mestre Jesus esteja presente entre todos nós.
Fazemos, de vossas vozes, nossos instrumentos, na esperança de que tudo que aqui seja falado, seja retransmitido aos homens através da concessão divina, chegando a tempo aos corações e às mentes daqueles que podem, através de um impulso, de uma palavra ouvida, transformarem suas vidas e socorrerem seus irmãos de humanidade, nos grupos onde estiverem inseridos, para todos se fortaleçam para os tempos chegados.
A fé não é propriedade de nenhuma religião.
A fé é um conjunto de vivências, forjado pela criatura, encarnação após encarnação, que vai se fortalecendo através do trabalho, do estudo e das experiências próprias, desenvolvendo e fortalecendo o fio que liga a criatura ao Criador, dado que a conexão do Criador com a criatura sempre existiu. O homem precisa estar com mente e coração em sintonia com a Mente Divina, para que sua centelha resplandeça, fulgente, forte e envolvente, no planeta em que está experienciando sua vida de espírito.
No início dos tempos, a fé era rude, primitiva. Era esboçada através da sobrevivência na matéria, na luta contra um inimigo, geralmente representado, nos primórdios, por grandes criaturas ou animais violentos. E, quando o homem as vencia, esboçava-se ali a fé em si próprio, início de um processo de autoafirmação, de autoconfiança. Naquele momento, ainda não se pensava em um criador, ainda não se pensava em entidades iluminadas que pudessem guiar-lhes pelo caminho. Avançando no tempo, a fé foi expandindo e mudando de caráter: surgiu a fé no companheiro que lhe assistia, na natureza que lhe dava toda a assistência alimentar para manter a vida da matéria, consolidando-se os conceitos de amizade e respeito.
O homem, avançando no tempo, transcendeu a fé na matéria e passou a acreditar em vários deuses, instituindo-se, assim, o politeísmo. Então, um homem de grande bravura, espírito régio, fortalecido, teve como tarefa instituir o monoteísmo no reino do Egito. E Aquenaton, por um breve período, conseguiu levar a crença no Deus único para um povo que acreditava em vários deuses ou em qualquer entidade que lhe trouxesse vantagens materiais para as coisas de sua vida.
No entanto, os mais poderosos, perdendo o controle da massa, que não precisava mais dos sacerdotes para lhe dar acesso a qualquer deus que se acreditasse, procuraram eliminar o Casal-Luz que veio para dar o impulso ao Egito: Nefertiti e Aquenaton. Eliminados, voltou-se à adoração dos deuses, pois que os poderosos são hábeis em lançar medo sobre aquilo que as pessoas comuns não conhecem.
Daí a espiritualidade superior, vendo que era necessário um novo impulso para essa humanidade avançar, enviou-nos o Anjo Luz, o amado Mestre Jesus, para acabar com a influência dos poderosos na fé da humanidade.
Silenciosamente, veio fazendo seu descenso, já criando perturbação nas Trevas, pois qualquer coisa que perturbe seu domínio é enfrentada, buscando eliminar aquilo que possa reduzir ou retirar sua influência sobre a riqueza e o poder. Por isso que a grande Mensagem de Amor do Mestre Jesus nasceu numa vila esquecida, humilde, afastada dos grandes poderosos. E o Mestre dos mestres teve um prazo exíguo para poder consolidar a mensagem do Cristo nas mentes e nos corações dos homens. Novamente os poderosos foram atingidos e as Trevas, em rebuliço, urdiram a trama macabra para eliminar o Enviado Divino, amado amigo. E assim foi feito.
Avançando mais no tempo, veio o Consolador prometido para trazer as mensagens, mostrando aos homens que não são necessários os sacerdotes, os padres, os dirigentes, homens falhos para falar que a fé pode ser construída na intimidade do ser, que não são necessários intercessores entre a centelha encarnada e o Criador.
Basta apenas crer, ter fé e lançar mão do estudo, fortalecendo a vontade nos vários exemplos que passaram pela Terra: Gandhi, Krishna, Buda, Zoroastro, Nefertiti, Akhenaton e diversos outros avatares que, desejosos do salto evolutivo do homem de expiação e provas, em missão de sacrifício, desceram à Terra para vos levar pelas mãos.
Portanto, irmãos, a fé é a semente que brilha dentro de vós, esperando apenas um ato, um pensamento vosso para florescer, realizar vossa transformação íntima e influenciar todos que também esperam encontrar nessas mensagens a semente divina que florescerá em seus corações. Fé é trabalho, é estudo, é amor, é a falta do preconceito, é amar ao próximo, é saber viver com as diferenças.
Chegará o final dos tempos e poucos serão escolhidos, pois a messe é grande e os trabalhadores são poucos. É nesta Casa (GESJ), é num banco isolado da igreja, é na prece solitária nos campos, é assim que vai se vencendo, é assim que vai se espalhando o amor divino na Terra, até a chegada da Terra Renovada, onde não se terá mais os poderosos a mudar a vontade de florescer de um povo.
Paulo de Tarso entre vós.
Salve o divino amigo, Mestre Jesus.
Paulo De Tarso
GESH – 21/03/2025 – Vitória, ES – Brasil