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Espíritos-Feras nos Presídios

15/01/2006

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Saudações irmãos!

Estamos entre vós enviados pelo Excelso Jesus. Em serviço, vimos conduzir-vos pelas realidades invisíveis que compõem os degradantes cenários das prisões terrenas.

Se muitos dentre vós sentem tristeza pela degradação observada no plano físico, quão desesperados não ficaríeis ao observar a enorme população de espíritos-feras encarcerados juntamente com os prisioneiros de vossas penitenciárias terrenas.

Há toda espécie de espíritos: Comandados e comandantes. Os comandantes se assemelham aos chefes de cartéis. De seus pequeninos tronos erigidos por força de extrema violência, têm poder de mando, poder de vida e morte sobre os mais fracos.

A degradação sexual é a mais aberrante e os prazeres da vida são moeda de barganha para acesso a pequenas facilidades que antes deveriam constar como necessidades básicas humanas.

Muitos são os que, por força da intensa e violenta carga magnética, veêm seus corpos astrais serem moldados na forma mental da ferocidade animal.

Como humanos não suportam viver sob tais condições, daí adquirirem a forma física decorrente da força do impulso vital que lhes garante a sobrevivência.

Na casa mental da maioria destas criaturas não há esperança, nem possibilidade de futuro.

Vivem cada minuto como se fosse o último e com toda ferocidade que lhes faculta a condição desumana.

Amontoam-se, garantindo o mínimo espaço de vida a custa de lutas corpóreas ferrenhas, onde na maioria das vezes, o perdedor necessita ser removido para não ser devorado.

Vosso sistema carcerário é criadouro fértil de homens-feras cuja animosidade é impossível de ser compreendida por seres humanos comuns.

Vossa avançada sociedade adquiriu meios de comunicação e transporte altamente desenvolvidos, entretanto, sois incapazes de comunicar-se na linguagem do amor fraternal que é universal colocando todas as criaturas em contato.

Não sois capazes, apesar de toda tecnologia, de vos transportar à condição daqueles homens e mulheres que se amontoam, embriagam-se, morrem e ali permanecem apesar de espíritos livres da matéria, acrescendo mais e mais o viveiro de feras.

Irmãos, voltai vossos olhares, perdidos na ilusão do mundo de riquezas materiais e procurai enxergar a noção de humanidade que se esvai por entre as mãos vazias de caridade.

Vossos filhinhos e filhinhas amados são as presas fáceis das bestas-feras que estais a criar com sua inércia, negligência e falta de sensibilidade humana.

 

Que Jesus vos abençoe.

 

 

Ranieri Matias

GESH - 07/12/2005 - Vitória, ES - Brasil




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