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Acreditam que os mortos é que devem cuidar dos mortos

23/12/2009

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Irmãos, paz em Jesus!

A mediunidade é uma faculdade bendita, concedida pelo Criador para reequilíbrio das almas em desalinho com as Leis Morais.

Instrumento de burilamento dos espíritos rebeldes, cujas encarnações pregressas não foram capazes de domar os instintos inferiores.

Veículo disciplinador, a mediunidade doma o espírito rebelde, pelo exercício da disciplina, obediência e atenção à dor alheia. Obriga o médium a sair de si e doar-se ao próximo sem as exigências de reconhecimento tão comuns às almas mesquinhas.

Entregar-se a mediunidade de corpo e alma, dedicando-lhe os anos de vida, é lapidar o diamante bruto e opaco do espírito até que alcance a condição do brilhante belo e refulgente de luz, duro e inabalável na sua condição definitiva de pedra preciosa.

Entre a pedra bruta e o brilho da pedra lapidada, a que se abraçar a tarefa mediúnica com a resignação dos espíritos esclarecidos e trabalhar despretensiosamente na seara do Mestre Jesus. Médiuns, trabalhai com amor e vereis a transformação processar-se em vós.

Antes o trabalho com amor, do que o buril da dor.

Chico

P - Posso perguntar Irmão?

Chico - A programação era para psicofonia, bem sabeis, mas não é possível, sigamos com a comunicação mental enquanto for permitido.

P - O Irmão se refere à nossa viagem a Fernando de Noronha, o papel dos médiuns no socorro aos irmãos carentes que vagam perdidos no plano espiritual, não é assim?

Chico - O egoísmo humano, atingindo seu extremo, impede, que mesmo os espíritos dedicados às doutrinas de luz, enxerguem a enorme carência em que se encontram aqueles que já não vivem entre os vivos na matéria.

Acreditam que os mortos é que devem cuidar dos mortos. O que de tudo não está errado, e não seria nada de mais, fazermos essa caridade, não fosse a extrema condição de densidade daqueles que partem da vida física despreparados, para o mundo dos mortos.

Chegam entre nós tão materializados, que na maioria dos casos não conseguem sequer escutar, nossas palavras; por esse motivo, necessitamos de vosso concurso fraterno e amigo, para lhes emprestar os corpos e eles poderem receber dos doutrinadores as noticias do alem, que alegremente lhes daríamos, se eles pudessem nos ouvir. E assim como as palavras, também sua tessitura espiritual sofreria fortes abalos ao receberem a carga de forças que poderíamos lhes ofertar.

Nesses casos, o corpo do médium, encarnado e mergulhado na cortina protetora do ambiente de trabalho, amortece o impacto e assim podemos oferecer a eles tudo quanto necessitam para seu reequilíbrio na chegada ao além.

Mas é certo, que o livre arbítrio faculte aos médiuns o direito de agir ou omitir-se, na ajuda aos irmãos carentes. Apenas devem lembrar-se que aos que muito foi dado, muito lhes será cobrado. A Doutrina dos Espíritos não foi ofertada a humanidade como conhecimento inócuo, sem aplicação.

Pelo contrário, ela é a base sólida sobre a qual se deve rever os procedimentos, partindo para renovação das atitudes, aderindo àquelas, cuja intenção seja aliviar a dor do próximo, auxiliar sempre e socorrer os sofredores.

Espíritas, instuí-vos.

Médiuns trabalhai na Seara.

Dirigentes, orientai acertadamente vossos trabalhadores, pois sobre vós também recairá a responsabilidade sobre a negligência perpetrada nesta hora.

Irmãos amemo-nos, como Jesus nos ensinou.

Paz sempre.

Chico

GESH - 13/11/2009 - Vitória, ES - Brasil




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